quinta-feira, 4 de julho de 2013

Perca tempo!

'Tão natural quanto a luz do dia', a vida acontece e deixa-se acontecer. O futuro, traiçoeiro que é, chega rápido demais... antes mesmo que possamos entendê-lo. É certo: por mais rápido que seja, ninguém jamais conseguirá antecipar-se à vida.
É por isso que não há tempo a perder.
Mas 'a vida acontece, não avisa'. Talvez, a melhor forma de não se perder tempo seja deixá-lo passar. Não há razões ou formas de se correr atrás do tempo. Ele é relativo e é dono de si.

Dizia Bertrand Russel: "O tempo que você gosta de perder não é tempo perdido."

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Ansuz {2}

Todo mundo tem um ídolo, um cara que admira e em quem se inspira.
Mas na infância tudo é mais intenso, e aí, nada mais natural, o seu ídolo de infância se torna uma espécie de divindade: indestrutível, infalível, inabalável.

Bem, é certo que crianças normais são meio lunáticas e, no geral, tem como ídolo o Power Ranger Branco... de forma que estas referências são quase intangíveis.
Tá, e quem disse que eu fui uma criança normal?

Na verdade, quando infante, eu não queria ser herói, nem vilão, e muito menos popstar... Meu ideal era muito mais simples: Eu queria ser meu irmão mais velho.
É... coisas de criança. E a gente vai crescendo, aprendendo, mudando.

A verdade é que hoje eu posso dizer que não quero mais ser meu irmão mais velho. Aprendi que muito melhor que isso é ser o irmão mais novo do meu irmão mais velho.
É um conceito meio bobo, mas por vezes me sinto como o filho do Zorro, naquele exato momento em que descobre que seu herói é o seu próprio pai, porque não há nada melhor do que ter o seu ídolo cuidando de você.

P.S.: E, como eu sempre digo, não importa o quanto seus irmão sejam legais... Eles nunca serão mais foda do que os meus. Chupa.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Entre aspas.

‎"Montanha alta, perna forte e vista linda. Fazer dar certo até dar certo".
(Prof. Felipe Lima)

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Conscientização?

Desde os tempos de colégio, a palavra "conscientização" nos persegue, como uma obrigação quase espiritual, separando os jovens "conscientes" daqueles que preferem, simplesmente, manter-se à parte, ignorar.
Entretanto, quando analisa-se a conscientização como pura e simples massificação de pensamento que, em geral, gera conclusões tão óbvias quanto qualquer atividade mental poderia ter concluído, surge a questão: O que se chama por "conscientização" não pode ser considerada uma mera estimulação à inercia pensante?

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Ferris Bueller's Day Off.

"- Drogas?
- Não, obrigada. Eu sou careta.
- Está aqui devido a drogas?
- Porque você tá aqui?
- Drogas.
- Eu não sei porque eu estou aqui.
- Então vai pra casa.
- Porque você não mete o polegar na bunda?
- Você usa muita maquiagem nos olhos.
- ...
- A minha irmã faz o mesmo. Eles pensam que ela é prostituta. Não quer falar do seu problema não?
- Com você? Tá falando sério?
- É claro que estou.
- Vá se ferrar.
- ...
- Tá legal, você quer saber qual é o meu problema?
- Eu sei qual é. Só quero ouvir de você.
- Em resumo: eu odeio meu irmão. O que você acha disso?
- Eu acho ótimo. Você arrebentou ele, ou o quê?
- (Riso) Não, ainda não... Sabe, eu voltei pra casa para confirmar que o imbecil estava matando aula e quando cheguei tinha um cara estranho lá. Eu chamei a polícia e eles me prenderam por passar um trote para a delegacia.
- O que importa se ele mata aula?
- Porque ele falta se os outros devem ir?
- Você também pode matar aula.
- É, e aí eles me pegam.
- Tô sabendo. Então você tá zangada porque ele mata as aulas e não o pegam...
- É, basicamente sim.
- Então o problema é seu.
- O que?
- Você ouviu. Devia gastar mais tempo se preocupando com você e menos com o seu irmão. Quer dizer, é só uma opinião.
- E você é psiquiatra?
- Não
- Então porque você não guarda as suas opiniões pra si mesmo?
-  ... Tem alguém com quem devia falar.
- Se você disser que é Ferris Bueller, corto-lhe um testículo.
- Oh! Você o conhece?"

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Não bom, mas nem tão ruim assim.


As pessoas realmente tendenciam a ver o lado negativo de tudo. Tem sido assim com o Festival de Inverno 2012 desde a divulgação oficial das 8 primeiras atrações, entretanto, com a publicação da nona, o Asa de Águia, essa crítica se tornou tangente ao insuportável.

Sinceramente, e analisando o que será o FIB, não vejo tamanha tragédia. É certo que muita gente (inclusive eu) não gostou da presença de duas bandas de Axé Music na grade (Jammil e Asa), bem como criticou-se a presença do(s) Sertanejo(s) Jorge & Mateus. Quanto ao Axé, acho justo que se evite, pela natureza do Festival, mas é bom atentar-se que o evento é, sobretudo, comercial. A presença destas bandas é deveras rentável à organização. Jorge & Mateus foi, na minha visão, uma escolha inteligente. No atual cenário da música brasileira, o Sertanejo seria inevitável. Eu disse INEVITÁVEL. Era Jorge & Mateus (que, aparentemente, fazem música Sertaneja de verdade) ou o "Tchererê Gustavo Lima e você", ou quem sabe, Luan (quem?) Santana.

Mas, mudando o foco, reputo justo que se dê algum crédito e destaque os acertos do Festival.

Biquini Cavadão e Capital Inicial: "Bandas repetidas" "Vem ano sim e ano não" "São Velhos" e outros blá-blá-blás são populares. Na verdade, são ótimas bandas. Shows inacreditáveis. Fazem parte da história do Rock Nacional e merecem sim estar aqui. Existem outras bandas possíveis e, talvez, esquecidas? Sim, claro... Tantas que nem posso contar, mas não podemos dizer que são atrações ruins.

Maria Gadu e Seu Jorge: são a "MPB do momento". Acredito que serão ótimos shows de bons músicos que, ao meu ver, coadunam perfeitamente ao Festival. (E sem essa lenga-lenga de que o FIB substitui o 'Agosto pro Rock' ou coisa assim. São eventos totalmente diferentes e só não vê quem não quer).

Agridoce: Bom projeto paralelo da Pitty. Como ponto positivo, achei extremamente feliz por parte da organização optar pelo projeto Banda Agridoce (e não pela banda Pitty, da mesma vocalista Pitty).

Leoni: Fez uma participação em um show ainda este ano na cidade. Após o evento, o que vi foi comentários do tipo "Leoni lindo, quero mais." Pois é... Pediu, então toma.

É óbvio que nomes esperados ficaram de fora. Zé Ramalho, talvez o maior exemplo deles, mais uma vez não vem. Possíveis shows especiais de Los Hermanos (argh) e Engenheiros do Hawaii... não desta vez. Atração Internacional, em falta. Elvis, James Brow ou Tim Maia, só num centro espirita.

Mas, ainda assim, como já disse, não vejo motivo para tanto alarde. Até porque não há eventos da mesma extensão na cidade, não há uma concorrência direta, se assim pode-se dizer. Para os que realmente não se satisfizeram, que aguardem o Festival da Suíça Bahiana, que pode surpreender bem.

domingo, 29 de julho de 2012

Arroz e Flores

Quase oito meses de abandono, e acabo retornando...

Desta vez, entretanto, talvez seja por um bom motivo. Há algum tempo comentava com um Rei acerca de Confúcio e seu teorema metafórico de Arroz e Flores.



"É preciso comprar arroz e flores.

Arroz para viver
E flores para ter pelo que viver"



Bem, este tipo de bobagem geralmente me faz pensar um pouco além do normal, e é exatamente aí que nascem as inconformações. De qualquer forma, nesta filosófica noite em companhia da Bud, fiquei analisando o que tenho feito, o que tem sido o meu 'arroz' e quais são as 'flores' que o justificam.
Confesso que já há algum tempo tenho me questionado acerca de alguns detalhes deveras relevantes acerca de mim mesmo e da minha história até aqui. Inimizades desnecessárias, amizades inconvenientes, amores falsos e, quiçá, uma certa inércia vivencial.

Pois bem, foi juntando tudo isto ao efeito da embriaguez solitária que me fez voltar à este Blog. Para dizer, em síntese e com palavras em aspas, como de praxe:

"Faça o bem ou não faça nada, ok? Sem mancada."

domingo, 11 de dezembro de 2011

Sacou?

Eu sou daquele tipo de pessoa que não se afoba. Sou perfeccionista mesmo! Se é pra fazer uma coisa, que eu faça bem feita.
Não entendo bem o porquê, mas as pessoas insistem em ser pontualistas, querer tudo de imediato... Não.
A vida ta aí pra ser vivida, passo a passo, grão a grão.
E sem esse papo de "eu posso morrer amanhã", porque no fundo, ninguém faz nada pensando no fim.

É como se eles fossem inseguros do que querem, ou do que são capazes.

Darei a receita para construir qualquer coisa: Tenha calma e faça acontecer... sem pressa, sem pressão. O resto, a vida traz.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Bota pra ajoelhar no milho!

Recentemente, estudantes dos 3 campi da UESB se mobilizaram contra ações infundadas de um governo que não tem a Educação nem como uma das suas 10 primeiras prioridades. Durante o que se chamou de 'MobilizaUESB', ouvi diversas opiniões sobre a Greve, contra e a favor, mas em uma coisa ninguém ousou discordar: O corte de verbas anunciado pelo Governo do Estado da Bahia se manifestava como um crime contra a educação, a Universidade necessita de estrutura, mais professores (mais em quantidade e mais bem formados também), mais salas de aula, assistência e Programas de Permanência Estudantil... enfim, não dava mais para ficar parado. Alguém tinha que gritar primeiro. Foram os acadêmicos.
Durante todo o Movimento, discutiu-se o tempo inteiro a legitimidade e os limites do Movimento para que nada ultrapassasse os limites.

EEEEEEEEntretanto, o que vem acontecendo na Universidade de São Paulo não pode ser chamado de Protesto Estudantil. Não que eu queira dizer que o movimento não é legítimo por seus integrantes serem, em sua grande maioria, integrantes das classe alta e média alta de São Paulo (mas são.). O que acontece é que, o objeto do movimento é um protesto contra a presença de trabalhadores do Estado que estão ali pura e simplesmente para garantir a segurança.
Em algum momento, essas criaturas passaram a ignorar o poder do Estado e se colocar acima da lei. 

Na minha terra, isso se cura com surra de mangueira.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

É Gueeerra!


Mas... A guerra não é a coisa mais linda que vocês ja viram?
Sim, acredito que nada pode ser tão complexa e cheia de significados do que um dessas guerras.

Em geral, o adversário em uma guerra é uma figura querida, em uma relação de disturbios sentimentais.
É preciso prestar atenção nos detalhes, bolar estratégias para não ser atingido... As vezes, vale até avacalhar as armas do outro!
Fiquei pensando... é como se tivesse que pensar mais rápido do que normalmente... Como alguém me disse um dia, sobre o efeito da Cannabbis... "ver tudo mais lento e pensar muito mais rápido".

Pois é... a guerra exterioriza o afeto, e ainda pode render alguns sorrisos...
Machucar-se? Ahh, isso é bobagem. Uma guerrinha a toa não machuca ninguém, principalmente se usarmos as armas certas.
Ta aí, todo mundo deveria deixar de drama e experimentar uma guerrinha, só pra variar.

Enfim, só para deixar claro: Guerra de Almofadas: Pratique!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

E mais uma vez...

Em pouco mais de um ano, este blog tem sido assim:

Eu posto bobagens até as pessoas se cansarem,
aí eu fico de saco cheio e paro de postar,
e depois eu volto a postar porque...
porque sim, porque eu quero.

É que as vezes fico pasmo ao ver que, em geral, julgo minhas próprias opiniões tão comuns e normais... Mas quando eu falo, me olham como se eu fosse verde e tivesse antenas. (E não, eu não sou verde.)
Lembro que, quando mais pivete, costumava ouvir de algumas pessoas mais velhas que eu era muito 'adiantado' para a minha idade... Hoje, vejo que eles estavam errados. Eu não era muito adiantado, eles que eram (alguns ainda são) retardados e conservadores demais.
Não se trata de dizer: "Não assistiremos mais a Globo, nem leremos Veja, nem comeremos no McDonald's"... Hoje, neste post de volta, eu só quero fazer um pedido...
Vamos pensar por pelo menos 10 minutos ao dia? Não... não precisa filosofar, inventar algo inovador ou criar uma nova teoria econômica... Basta parar de agir na inércia e questionar-se sobre seus próprios atos, crenças e, principalmente, preconceitos.

Façamos isto e em breve (eu acho), concluo o pensamento.

sábado, 3 de setembro de 2011

E nem a LC 135/10 tem a Ficha verdadeiramente Limpa.

A Lei Complementar 135/2010 (Lei Ficha Limpa) se mostrou aos brasileiros, antes das ultimas eleições, como uma luz no fim do túnel. Uma forma 'legal' e aparentemente eficaz de garantir a tão sonhada probidade administrativa por parte dos políticos que comandam este país. Entretanto, um ano depois da eleição que nos presenteou com os parlamentares Tiririca, Romário (que graças ao Deus Abëggail, vem fazendo um bom trabalho) , Collor e Maluf, a lei que deveria salvar a pátria encontra-se enfraquecida.
Algo deve ser dito sobre tal preceito legal, proposto por iniciativa popular.

Você provavelmente não vai gostar nada do que eu vou dizer em seguida, mas lá vai: A Lei Ficha Limpa precisa cair o mais rápido possível. Apesar da ótima intenção aparente, nada seria mais justo do que defenestrar esta Lei Complementar do nosso Ordenamento Juridico. E logo.

A Constituição da República, lei suprema do nosso ordenamento, preceitua  em seu artigo 5º (bem como nos seus 78 incisos) quais são os Direitos e Garantias Fundamentais do Cidadão. Logo, qualquer preceito normativo que traga consigo qualquer contradição com o texto Constitucional deve ser prontamente combatido.
E a inelegibilidade trazida pela LC 135/2010 traz consigo afronta a dois Princípos Constitucionais  relacionados no referido artigo: O Princípio da Presunção de Inocência (art. 5º, LVII - 'ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória') e o Principio da Coisa Julgada (art. 5º, XXXVI - 'a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada). Afinal, além de vedar as candidaturas de  condenados por colegiado de juízes em processos que ainda não foram concluídos , ainda acrescenta sanções ao sujeito, mesmo após um pronunciamento  do Judiciário que ignora e desconhece  a imposição de restrições ao exercício de direito de natureza política.
É inadmissível que se castre os direitos políticos de um presumidamente inocente. Não se discute.


"Sob o pretexto de sanear o processo político, não se pode afrontar o ordenamento jurídico, a dignidade humana e a vontade coletiva, do contrário se estará a contribuir para a insegurança jurídica e a vulnerabilidade do Estado Constitucional. Já não nos engrandece ser a única democracia que precisa de uma lei para dizer que os políticos precisam ter ficha limpa, ao preço de decretar a morte antecipada da cidadania e de renegar princípios paradigmáticos do grau de civilidade de uma nação."


Portanto, você aí, cidadão brasileiro, que acreditou que a LC 135/10 realmente estaria viva para puxar o pé e tirar o sono de centenas de corruptos Brasil afora nas eleições de 2012... Sinta o peso da verdade: Você foi enganado. Ardilosamente enganado por uma lei que, na verdade, nasceu morta.

domingo, 21 de agosto de 2011

Falta de Cafeína.

Pois é...
E aqui estou. Mais uma vez, endomingado, para escrever bobagens.
Tem coisas que realmente são dificeis de entender, não? As pessoas e os relacionamentos se transmudam numa dinamica que confundem e nem dá pra saber direito qual é a linha que separa algo realmente importante de uma coisa dispensável.
Não é bom ser dispensável.
Pelo menos, não em alguns aspectos.
Mas também não é bom ser importante demais. É uma responsabilidade muito grande... Tão grande, que nos leva a temer as pessoas.
Temer não é bom.
Pior que temer, é medianizar... mediocridade social.
Mas o fato é que uma vez significante, uma pessoa nao deixa mais de sê-lo, por mais que se lute contra isso.

E a tal da Deusa Fortuna nos prega cada peça, né?
Agora eu entendo a pedra no meio do caminho. Uma pedra que nos faz mudar de rumo, encontrar outros ares... outra estrada. E as vezes, é tão bom...
Ou como diria a banda que não mais existe, 'aprender o que é vida... o que é preguiça de se aborrecer'.
No mais, é bom ir dormir, que nem eu sei mais do que eu to falando. E daqui a pouco, tem a ultima do Festival.
E lá, 'não tem vilões nem reis. Só notas soltas pelo ar.'

quarta-feira, 6 de julho de 2011

"A Mi Manera"

"Quizás también dudé cuando mejor me divertía
Quizás yo desprecié aquello que no comprendía
Hoy sé que infierno fui y que afronté ser como era
Y así logré seguir, a mi manera.

Porque ya sabrás que el hombre al fin
Conocerás por su vivir
No hay porque hablar, ni que decir,
Ni recordar, ni hay que fingir
Puedo llegar hasta el final, I did it my way"
 
(Il Divo ~ Frank Sinatra)

Com a palavra, Jimmy London.

"Não quero ser desagradável, mas não é razoável que me venha pedir
Que fique aqui ouvindo promessa, porque não me interessa o que será disso aqui

Eu não preciso que ninguém venha atormentar meu juízo
Eu não tenho mais a menor paciência pra isso

Eu não preciso que ninguém me de nenhum tipo de aviso
Eu não tenho mesmo a menor paciência pra isso"

Qual o sentido dessa porra?

Ao longo do tempo, me acostumei a receber olhares de desaprovação quando digo que sou ateísta. Sim, há uma espécie de conceito pré-formado na maioria das pessoas que os ateus são seres satânicos, e que, devem ser evitados, até que um pastor possa vir e curá-lo.
Mas, tudo bem. Nunca tive problemas com isto. Nunca me importei de verdade.
No entanto, as vezes isso me faz pensar se vivo em um meio onde o pensamento é, em essência, livre. Afinal, para ser sincero, muito me incomoda o moralismo coloquial que, em suma, não passa de 'tagarelice'.

E é neste âmbito da moralidade imbecil e da não-liberdade que me vem à mente um dos temas mais comentados dos ultimos tempos: O Homossexualismo e o Casamento Gay.
Não quero expor razões de Direito ou de legalidade, até porque, para isto seria necessário uma pesquisa deveras aprofundada do tema, o que se faz improprio no momento. Mas, alguém pode me explicar a necessidade dos grupos religiosos conservadores de perseguir estas pessoas que em nada atrapalham a sua vontade maléfica e quase Napoleônica de dominar mentes? (Vontade esta, especialmente desiderada pela Igreja Católica.)

Muito me incomoda o moralismo religioso que vai à imprensa para buscar retirar direitos de pessoas que sabem o que pretendem de suas proprias existencias. Qual a verdadeiro razão de tentar impedir que duas pessoas que querem construir uma história juntas se unam perante o Estado (laico, diga-se de passagem)?

Ok, admito que não se deva obrigar um Padre (Pastor ou qualquer desses que seja) a realizar aquela cerimônia onde as pessoas vão, especialmente, para desfilar suas roupas novas e cochilar. Mas qual o sentido de se punir um representante clerical que concorde em unir duas pessoas que, em tese, se completam?



"Estou sinceramente farto de pregadores políticos em todo este país me dizendo que, como cidadão, se eu quiser ser uma pessoa moral, tenho que acreditar em A, B, C e D. Quem eles pensam que são? E de onde eles tiram a idéia de que têm o direito de impor sua crença religiosa a mim? (...) Hoje os advirto: Vou combatê-los sem cessar se eles tentarem impor suas convicções morais..." (Barry Goldwater, 1981)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Hallelujah!

Antes de mais nada, acredito que vai surgir a pergunta:
"Mas que bosta... vai voltar?"

Não. Pelo menos eu acho que não.

Mas sou do tipo de pessoa verbal... Na maioria das vezes só consigo exprimir perfeitamente o que se passa com palavras escritas.
Este texto não terá direcionamento nenhum. Não é sobre nada material, e nem sobre meus prorpios problemas... É, provavelmente, o mais egoísta de todos.
É a felicidade pela felicidade alheia.


Digamos que este ano, depois de algumas curvas da vida, reencontrei com dois grandes amigos. Pessoas que apesar do tempo longe, nunca faltam a memória...
Sabe aquelas histórias de amor platonicas de infancia que viram meio que realidade no futuro? Pois é. É a euforia de algo assim que me faz escrever agora.

"A Vida Tem Dessas Coisas."

Vi esta frase num parachoque de caminhão há bastante tempo atrás, e é a unica coisa que consigo pensar agora. Para finalizar, ainda venci uma aposta.

Pensando com mais calma, talvez seja uma grande idiotice. Talvez eu esteja mais feliz do que os protagonistas dessa história que se prolonga no tempo. Mas foda-se, eu to feliz pra baralho do mesmo jeito!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Nota de adormecimento

Estou desativando esta droga mais uma vez...
Aí você pergunta: "E daí?"
Pois é... e daí?
Bom, inexplicavelmente, algumas pessoas gostavam de ler minhas bobagens, reclamações, feiuras e ironias... Inexplicavelmente.
Mas ultimamente não tenho tido vontade de alimentar este blog... Vou passar um tempo lendo mais do que escrevendo.

Para quem quer algo melhor, recomendo:
http://nsouza.blogspot.com/
e
http://odestinodeamelie.blogspot.com/

É isso tropa... Talvez um dia eu volte... talvez.


Até logo menos.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

BANCO FLANELINHA 24 HORAS*

"Sábado passado saí de casa pra ir ao cinema. Saí meio atrasado e, como não consegui nenhum táxi, resolvi ir de carro mesmo. O cinema era em Ipanema, na Vieira Souto, a vaga mais próxima que encontrei foi no Leme. Fiz o retorno e dei mais uma chance pra sorte. Estava a uns 800 metros do cinema quando um flanelinha apareceu.

- Tô sem vaga no momento, dotô. Pára ali em cima da calçada que eu dou uma olhada pro senhor.

- E quando chegar a multa, trago aqui pra você pagar?

- Pagar multa? Ainda tá nessa, seu casseta?

Acelerei sem responder ao profissional. Até porque, se fosse pra parar na calçada, largaria o carro na porta do cinema e não a 800 metros de distância. Não sou tão otário assim…

Mais adiante, bem em frente à calçada que estava de olho, vejo um carro deixar o estacionamento. Piso fundo pra não perder a única vaga politicamente correta da noite. Depois da seqüência de barbeiragens, arranhando o pára-choque do vizinho de trás e mordendo a lanterna do carro da frente, surge um solícito flanelinha.

- Ô meu irmão, beleza? Eu sou do Ceará e tô aqui defendendo um troco. Se puder dar uma força…

- Na volta, na volta, camarada.

Atravessei a rua pensando: Porra, o cara chegou ontem do Ceará e já é dono de um pedaço da Vieira Souto? Isso é que é ascensão social!

Acontece que na bilheteria do cinema vi que tinha deixado a carteira em casa. Voltei pro carro.

- O que houve, irmão? – o flanela me perguntou. – Não gostou do filme que tá passando?

- Não, é que eu tô sem grana, sem cartão, sem carteira, sem nada. Até sem trocado pra te dar.

Aí o flanela me surpreendeu.

- Você não pode voltar pra casa assim, irmão. Olha, eu tô aqui com trinta reais. Eu te adianto e você me paga depois.

- Como é que é? – fiquei atônito com a proposta.

- Trinta pratas. Depois a gente acerta.

Hesitei. Quase aceitei a oferta. Ainda imaginei a ameaça: “Pega logo essa grana ou eu te arranho toda a lataria!” Voltei pra casa pensando na situação. Qual será a taxa de juros? Será que consigo um financiamento pra casa própria? A agiotagem do flanelinha é um crime grave?

Empréstimo sem avalista, sem burocracia, sem comprovação de renda… Banco Flanelinha 24 Horas! Um serviço que poucas cidades no mundo oferecem."


*Texto escrito pelo Casseta Helio de la Peña.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

JUIZITE – UM DESSERVIÇO À MAGISTRATURA!

"Irritação, nervosismo, rispidez, insegurança, arrogância, autoritarismo e prepotência são sintomas patológicos identificados em parte dos magistrados brasileiros.

As consequências daquele estado irritadiço, arrogante e prepotente, que no “mundo jurídico” passou a ser chamado de “juizite”, tem-se revelado através do desrespeito às partes, pressão psicológica sobre as testemunhas, perseguição a servidores, maus tratos a advogados e inobservância às suas prerrogativas, muito deles recusando-se o simples registro, em ata de audiência, de um protesto por cerceamento de defesa.

Da maneira como conduz o processo, ninguém pode “ousar” discordar, “esquecendo-se” do que aprendeu na academia, que a ”liberdade de julgar não está acima da lei, nem da segurança do direito”.

Como seria bom se todos compreendessem e reconhecessem, como reconheceu o Juiz Rafael Magalhães, mineiro, um dos mais eminentes do Brasil, quando, há mais de quarenta anos, proclamou que “o advogado precisa da mais ampla liberdade de expressão para bem desempenhar o seu mandatoe que “o Juiz deve ter a humildade necessária para ouvir com paciência as queixas, reclamações e réplicas que a parte oponha a seus despachos e sentenças”, arrematando que “seria uma tirania exigir que o vencido se referisse com meiguice e doçura ao ato judiciário e à pessoa do

julgador que lhe desconheceu o direito”.

Lamentavelmente nem mesmo o tempo tem-se encarregado do amadurecimento do portador da “juizite” para inspirar-lhe confiança, sensatez, paciência e a cordial convivência com os advogados e as partes, dando-lhe a certeza de que é ele mesmo, nos limites fixados pela lei, quem, ao conduzir o processo, substitui a vontade das partes e decide, como se fosse o próprio Estado.

O Poder Judiciário, diferentemente dos dois outros poderes do Estado, na prestação de seus serviços, “é aquele que assegura direitos, aplaca dissídios, compõe interesses na diuturna aplicação da lei e de sua adaptação às mutáveis condições sociais, econômicas e políticas”. Exatamente por isso, é o poder que reclama de seus membros “serenidade e bravura, paciência e desassombro, humildade e altivez, independência e compreensão”.

De igual modo o advogado, na luta pelos interesses do seu cliente, deve se portar “como um guerreiro sem bravata” e não é por isso, senão, que também deve manter a sua independência em qualquer circunstância, não devendo ter receio de desagradar a qualquer autoridade, nem de incorrer em impopularidade, no exercício da profissão.

A “juizite” tem-se revelado num desserviço à magistratura.

O juiz vocacionado esquece o relógio e o afã em terminar rapidamente as audiências. Ouve as partes e as testemunhas com paciência. Faz prova bem feita, dispondo de elementos para uma decisão segura, com menos riscos de injustiças, além de não cercear os sagrados direitos das partes e dos seus procuradores, ainda que a sua carga seja pesada e tenha centenas de processos a despachar.

Na convivência diária com o juiz, o advogado deve conduzir-se profissionalmente nos limites da elegância, da cordialidade e da ética, mas não pode esperar tão somente pelo tempo, pela cura da “juizite”.

É preciso que o advogado combata tal “enfermidade”, sem receio de melindrar ou desagradar ao magistrado, desde que sua ação se enquadre nos limites estabelecidos pela lei estatutária, com altivez e serenidade, de modo firme e respeitoso.

A vocação do advogado é combater, é lutar, é opor-se, é apaixonar-se pela paixão alheia, é ter alma de guerreiro, ainda que às vezes não seja nem mesmo compreendido por aqueles que fazem justiça!

Nossa ação deve se desenvolver no campo da utilização dos “remédios jurídicos” postos à nossa disposição: a representação correicional, a denúncia pública do seu comportamento atentatório à própria magistratura, o protesto por cerceamento de defesa, a interposição de recursos, o requerimento de mandados de segurança.

Nossa omissão seria estímulo a um “processo epidêmico” que poderia atingir toda a magistratura brasileira, em razão da “contaminação pelo exemplo”.

SAUL QUADROS FILHO é advogado, professor de Direito Constitucional e Direito do Trabalho da UCSal e Presidente da OAB/BA.