terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

E então... ?

Qual é o preço de um pensamento?

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Retornarei.

Depois de algum tempo longe, voltarei.
Confesso que pensei em desativar isso aqui, mas, lendo textos antigos, me senti bem por tê-los guardados, e resolvi prosseguir.

Os últimos dois meses me trouxeram algum esclarecimento sobre duvidas e medos antigos, bem como me proporcionaram uma mistura de sentimentos paralelos que dificilmente alguém um dia poderá compreender.
Por outro lado, começo a sentir o peso de algumas ausências e a perceber o quão cruel pode ser a saudade.

Em breve, maiores manifestações. Por hora, só a informação de que o SucoDeLimaoNoOlho não foi desativado (ok, Rafa?). Sem mais, deixo um trecho de 'Novos Horizontes', do Engenheiros do Hawaii, retratando a melancolia que invade mais uma noite endomingada:

"E aquele sentimento, que era passageiro,
Não acaba mais.
Quero explodir as grades,
E voar.
Não tenho pra onde ir,
Mas não quero ficar.
Suspender a queda livre,
Libertar.
O que não tem fim sempre acaba assim."

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

E elas voltam...

Férias, família, intrigas, risos, "Cala a boca, Zé"... E no meio de tudo isso, ela volta. Melhor, quem voltou fui eu, mas ela está lá... e não tem como evitar, não tem como não senti-la.
E agora, fazer o que? Chorar, sofrer, entristecer? Bobagem. Resolvi modificar a receita do bolo: Gritar, dançar, sorrir, defenestrar maus pensamentos e trazê-la de volta pra mim. Funcionou. Acabou, mas funcionou.

No fim das contas, um aprendizado. Com a palavra, Arnaldo Jabor: "Gostar dói. Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração... Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo.
E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível."

Deveras, nem sempre as coisas são como queriamos que fossem. Dizem por aí que o amor encurta distancias... não duvido. Mas duvido que ele a aniquile. Parece frio, demasiado sóbrio... Talvez seja. Não ligo. É assim que vai ser.

Agora, bola pra frente. Muita água há de rolar, e olhar pra trás é bobagem.
Faz parte da minha vida, das minhas loucuras, da minha história.
Meu futuro... este eu mesmo faço.



P.S.: Vinícius também erra. Pra viver um grande amor não é preciso tempo, só coração. Digo mais, grandes amores não precisam ser eternos e nem duradouros... Sinceros, e só.
E quando, por algum motivo, acabar... É ótimo pensar o quanto foi bom, e como na 'Vantagem' do futebol... segue o jogo. Alguém pode estar caído, mas se levantará... O importante é manter o fluxo vital.


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Johnny... be good. Be Happy!

Começou bem... Chapada Diamantina, família reunida, virada de ano com chuva... Alegria.
Mas "nem tudo são flores na vida de Joseph..." Muitas surpresas viriam, boas e trágicas, e assim a vida se faz.
Como não lembrar do momento épico em que o Mestre Oseb atravessava o o campo imbatível e debilitava o adversário?
Talvez a mais dura destas surpresas tenha sido a despedida do 'Cunhas'. Ou melhor, da partida sem despedida. Chegou o momento de ir, e ele foi. Como dizia o RR, "os bons morrem jovens".
É estranho imaginar como segue a vida sem algumas pessoas... Dona Maria também resolveu partir, descançar, libertar-se. E, pensando bem, vai ser estranho voltar lá e não encontrá-la.

Mas nem só de despedidas vive um homem, e o ano de 2010 trouxe algumas pessoas importantes para essa vida pacata.
Talvez mais que um amigo, um meio-que-irmao-que-dança-forró, um bairro, um país.
Foi um ano de algumas emoções junto com a mineirinha também. Sabe como é mineiro né? Come queijo, come quieto, e adiciona doutrina no Vade Mecum.
E o melhor é que ela acabou voltando. Ela sempre volta. Como o mar, ela vai e volta. É como diz o palhaço: "Ana e o Mar. Mar e Ana."
Além do que, o Fim.dos.Mestres foi épico, e valeu.

Na verdade, este foi o ano que separou os homens dos meninos. E o ano em que me tornei um verdadeiro universitário.
Pouco falta para terminar, e nada pode me parar.
É... Muito se aprende quando se vive.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

"Acreditar...

... eu não. Recomeçar... jamais!
A vida foi em frente, e você simplesmente
não viu quem ficou pra trás."

"Na letra do samba, um desabafo."

É como se eu tivesse perdido. Não sei bem como dizer.
Anteriormente citei que não sei escrever, e é por isso que, por vezes, prefiro as palavras de outros.
Alguns insistem que fujo do que penso. Outros, que não sei o que quero.
Talvez... Melhor, verdade.
Mas o que pensar quando se tenta mudar e fracassa?
Desistir?
Não. "Desistir" é uma palavra forte, feia.
Renunciar, talvez...
É. talvez...
Entretanto,

"... não tem cabimento
Entregar o jogo no primeiro tempo.
"

Acho que sou um covarde.
Confesso que estou confuso.
"Confesso que ando meio decepcionado com algumas coisas, algumas palavras mal escolhidas... Confesso também que me decepciono facil com as pessoas e, depois do terceiro erro eu desisto dela, como uma criança desiste de comer legumes, fazendo careta e babando"

Sim, aquela noiva sempre sabe o que dizer.
Estou partindo, minha hora é chegada.


P.S.: Essa porra ta muito confusa, assim como o babaca que escreveu. Poucos entenderão. Nem ligo.
Em aspas, trechos de samba (sim, gosto de samba... e daí?).
Por fim, tem outro que gostaria de citar: "Fui.Deu. Pra mim não da mais."
Beijos na cervical.



domingo, 12 de dezembro de 2010

"Uma Maria"

"Hoje acordei numa manhã de céu nublado
Que com tamanhos esforços segurava nuvens grandes e pesadas
Como é de costume eu me lembrei de você
Mas de uma forma diferente, uma falta, uma saudade que se alargava dentro de meu peito.
Lembrei de tempos atrás, do seu abraço, de seus olhos doces
Dos seus vestidos floridos e de seu belo sorriso, tão alegre e bondoso
Da tua mania de querer ajudar a todos,
Da mania do povo de deixar tua casa sempre cheia.
Para te vê, para tomar um café amargo que tu fazia no fim da tarde
O teu jeito de me tirar das broncas de tua filha.
Do teu jeito de ser minha avó
De me amar...
Obrigada por me fazer essa pessoa, pela parte boa dela,
Você é parte disso,
E agora escrevendo aqui no quarto
Percebo que as nuvens cinza que antes o céu ostentava, agora despencaram
Sua falta é constante, assim como a chuva que parece não ter fim.
A saudade machuca, mas me resta uma esperança...
Porque eu sei que ainda vou te encontrar, não sei a hora, mas eu sei o lugar, sei que a senhora está bem,
Mas isso não me impede de chorar."

sábado, 4 de dezembro de 2010

Com a palavra Marcelo Nova.


"Não vai haver amor neste mundo nunca mais.

Não vai haver dor neste mundo nunca mais."



P.S.: Tinha escrito muita coisa, um desabafo regado à furia promovida pelo som que tocava Motorhead. Mas, preferi poupar-me das minhas ladainhas e resumir com este trecho de "O Adventista", do Camisa de Vênus.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Em suma,

"Do ponto de vista sintático, o ponto de interrogação exerce a função de indicar o fim da frase com o adicional de sinalizar que a frase é interrogativa.

Eventualmente, o ponto de interrogação pode ser seguido pelo ponto de exclamação. Usa-se esse recurso para indicar que a frase, além de interrogativa, deve ser lida com entoação mais intensa."


Não!

Cansei. Simplesmente cansei. Não quero mais ser um destes pontos. Ainda, não quero mais viver decifrando-os.

A vida pode ser mais simples. Só depende de mim, e de você.


P.S.: Pois é... realmente não foi feito para você entender. Que pena.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

"Porque tudo o que é vivo... morre."

E o fim, inevitavelmente chega...
Talvez como um reinício... As vezes é melhor pensar assim.
Não há muito o que dizer. Ficam as lembranças... Lembranças da mulher mais forte que tive a oportunidade de conhecer.
Forte e determinada a lutar pela vida, enquanto tão dengosa...
Adorava ser o centro das atenções... E quem não gosta de receber um carinho de vez em quando?

O mais certo é que desde que a gente nasce, começa a morrer... E a hora de partir chegou. Ela se foi.
Resta a certeza de que sua memória e seu legado são imortais, assim como acreditávamos ser o seu corpo.
Dona Maria... Sem dúvida emblematicamente eterna.

Adeus, e esteja sempre conosco, tia.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Insônia, Caneta e 'Confus'

Eu sempre gostei de escrever, principalmente nas madrugadas. Nunca escrevi bem, mas, ainda assim, gosto.
Tenho também uma maldita mania de destruir tudo o que escrevo. Antes mais do que hoje, mas ainda a tenho... Nunca entendi o porquê.
Talvez eu coloque demasiado sentimento nas palavras, e como Thai sempre diz... Busco esconder meus sentimentos. Camuflá-los. Fugir desesperadamente, tal qual um escravo fugiria do seu senhor (o que faz bastante sentido.)
É uma possibilidade. Não que eu goste, mas não aprendi a ser diferente... Nunca soube (nem quis) expressar-me como aquela noiva, que deleitava-se do próprio sangue com uma lâmina caída ao lado. A sua melhor amiga. Ela punha ali tudo o que sentia: Medo, insegurança, revolta, amor... Reduzidos à um corte. Quando mais novo, ela me assustava. Cheguei a implorá-la que parasse. E parou. Nunca me decepcionou.

Percebo que meu maior fascínio é pelas palavras. Não sou bom com elas, mas elas sabem ser cordiais comigo. Me socorrem sempre que mais preciso. A minha lâmina é uma caneta. Com ela me faço e desfaço. Me desentendo. Me desafogo de mim mesmo.
Talvez, ainda, de todo esse fascinio pelas palavras, decorra o fascínio por escritoras. Já ouvi que é estranho, mas admito certa tendência a me interessar em demasia pelas que escrevem.
Acho realmente bonito. Por vezes tanto misterioso. De uma forma estranha e surreal.
Mas já nem sei mais o que estou dizendo... Mas uma vez as palavras me enganaram e fizaram com que me perdesse...
É tarde. Devo ir.

>P.S.: Escrevi este texto há três madrugadas atrás... Não conseguia dormir. Mas quando terminei, tinha muito sono... Fui dormir e me esqueci. Agora, digitando, a sensação que tenho é outra, e isso me assusta um pouco.
No mais, A 'Noiva' que cito é uma espécie de metáfora direcionada, não uso drogas.