quarta-feira, 6 de julho de 2011
Com a palavra, Jimmy London.
Que fique aqui ouvindo promessa, porque não me interessa o que será disso aqui
Eu não preciso que ninguém venha atormentar meu juízo
Eu não tenho mais a menor paciência pra isso
Eu não preciso que ninguém me de nenhum tipo de aviso
Eu não tenho mesmo a menor paciência pra isso"
Qual o sentido dessa porra?
Mas, tudo bem. Nunca tive problemas com isto. Nunca me importei de verdade.
No entanto, as vezes isso me faz pensar se vivo em um meio onde o pensamento é, em essência, livre. Afinal, para ser sincero, muito me incomoda o moralismo coloquial que, em suma, não passa de 'tagarelice'.
E é neste âmbito da moralidade imbecil e da não-liberdade que me vem à mente um dos temas mais comentados dos ultimos tempos: O Homossexualismo e o Casamento Gay.
Não quero expor razões de Direito ou de legalidade, até porque, para isto seria necessário uma pesquisa deveras aprofundada do tema, o que se faz improprio no momento. Mas, alguém pode me explicar a necessidade dos grupos religiosos conservadores de perseguir estas pessoas que em nada atrapalham a sua vontade maléfica e quase Napoleônica de dominar mentes? (Vontade esta, especialmente desiderada pela Igreja Católica.)
Muito me incomoda o moralismo religioso que vai à imprensa para buscar retirar direitos de pessoas que sabem o que pretendem de suas proprias existencias. Qual a verdadeiro razão de tentar impedir que duas pessoas que querem construir uma história juntas se unam perante o Estado (laico, diga-se de passagem)?
Ok, admito que não se deva obrigar um Padre (Pastor ou qualquer desses que seja) a realizar aquela cerimônia onde as pessoas vão, especialmente, para desfilar suas roupas novas e cochilar. Mas qual o sentido de se punir um representante clerical que concorde em unir duas pessoas que, em tese, se completam?
"Estou sinceramente farto de pregadores políticos em todo este país me dizendo que, como cidadão, se eu quiser ser uma pessoa moral, tenho que acreditar em A, B, C e D. Quem eles pensam que são? E de onde eles tiram a idéia de que têm o direito de impor sua crença religiosa a mim? (...) Hoje os advirto: Vou combatê-los sem cessar se eles tentarem impor suas convicções morais..." (Barry Goldwater, 1981)
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Hallelujah!
"Mas que bosta... vai voltar?"
Não. Pelo menos eu acho que não.
Mas sou do tipo de pessoa verbal... Na maioria das vezes só consigo exprimir perfeitamente o que se passa com palavras escritas.
Este texto não terá direcionamento nenhum. Não é sobre nada material, e nem sobre meus prorpios problemas... É, provavelmente, o mais egoísta de todos.
É a felicidade pela felicidade alheia.
Digamos que este ano, depois de algumas curvas da vida, reencontrei com dois grandes amigos. Pessoas que apesar do tempo longe, nunca faltam a memória...
Sabe aquelas histórias de amor platonicas de infancia que viram meio que realidade no futuro? Pois é. É a euforia de algo assim que me faz escrever agora.
"A Vida Tem Dessas Coisas."
Vi esta frase num parachoque de caminhão há bastante tempo atrás, e é a unica coisa que consigo pensar agora. Para finalizar, ainda venci uma aposta.
Pensando com mais calma, talvez seja uma grande idiotice. Talvez eu esteja mais feliz do que os protagonistas dessa história que se prolonga no tempo. Mas foda-se, eu to feliz pra baralho do mesmo jeito!
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Nota de adormecimento
Aí você pergunta: "E daí?"
Pois é... e daí?
Bom, inexplicavelmente, algumas pessoas gostavam de ler minhas bobagens, reclamações, feiuras e ironias... Inexplicavelmente.
Mas ultimamente não tenho tido vontade de alimentar este blog... Vou passar um tempo lendo mais do que escrevendo.
Para quem quer algo melhor, recomendo:
http://nsouza.blogspot.com/
e
http://odestinodeamelie.blogspot.com/
É isso tropa... Talvez um dia eu volte... talvez.
Até logo menos.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
BANCO FLANELINHA 24 HORAS*
- Tô sem vaga no momento, dotô. Pára ali em cima da calçada que eu dou uma olhada pro senhor.
- E quando chegar a multa, trago aqui pra você pagar?
- Pagar multa? Ainda tá nessa, seu casseta?
Acelerei sem responder ao profissional. Até porque, se fosse pra parar na calçada, largaria o carro na porta do cinema e não a 800 metros de distância. Não sou tão otário assim…
Mais adiante, bem em frente à calçada que estava de olho, vejo um carro deixar o estacionamento. Piso fundo pra não perder a única vaga politicamente correta da noite. Depois da seqüência de barbeiragens, arranhando o pára-choque do vizinho de trás e mordendo a lanterna do carro da frente, surge um solícito flanelinha.
- Ô meu irmão, beleza? Eu sou do Ceará e tô aqui defendendo um troco. Se puder dar uma força…
- Na volta, na volta, camarada.
Atravessei a rua pensando: Porra, o cara chegou ontem do Ceará e já é dono de um pedaço da Vieira Souto? Isso é que é ascensão social!
Acontece que na bilheteria do cinema vi que tinha deixado a carteira em casa. Voltei pro carro.
- O que houve, irmão? – o flanela me perguntou. – Não gostou do filme que tá passando?
- Não, é que eu tô sem grana, sem cartão, sem carteira, sem nada. Até sem trocado pra te dar.
Aí o flanela me surpreendeu.
- Você não pode voltar pra casa assim, irmão. Olha, eu tô aqui com trinta reais. Eu te adianto e você me paga depois.
- Como é que é? – fiquei atônito com a proposta.
- Trinta pratas. Depois a gente acerta.
Hesitei. Quase aceitei a oferta. Ainda imaginei a ameaça: “Pega logo essa grana ou eu te arranho toda a lataria!” Voltei pra casa pensando na situação. Qual será a taxa de juros? Será que consigo um financiamento pra casa própria? A agiotagem do flanelinha é um crime grave?
Empréstimo sem avalista, sem burocracia, sem comprovação de renda… Banco Flanelinha 24 Horas! Um serviço que poucas cidades no mundo oferecem."
*Texto escrito pelo Casseta Helio de la Peña.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
JUIZITE – UM DESSERVIÇO À MAGISTRATURA!
As consequências daquele estado irritadiço, arrogante e prepotente, que no “mundo jurídico” passou a ser chamado de “juizite”, tem-se revelado através do desrespeito às partes, pressão psicológica sobre as testemunhas, perseguição a servidores, maus tratos a advogados e inobservância às suas prerrogativas, muito deles recusando-se o simples registro, em ata de audiência, de um protesto por cerceamento de defesa.
Da maneira como conduz o processo, ninguém pode “ousar” discordar, “esquecendo-se” do que aprendeu na academia, que a ”liberdade de julgar não está acima da lei, nem da segurança do direito”.
Como seria bom se todos compreendessem e reconhecessem, como reconheceu o Juiz Rafael Magalhães, mineiro, um dos mais eminentes do Brasil, quando, há mais de quarenta anos, proclamou que “o advogado precisa da mais ampla liberdade de expressão para bem desempenhar o seu mandato” e que “o Juiz deve ter a humildade necessária para ouvir com paciência as queixas, reclamações e réplicas que a parte oponha a seus despachos e sentenças”, arrematando que “seria uma tirania exigir que o vencido se referisse com meiguice e doçura ao ato judiciário e à pessoa do
julgador que lhe desconheceu o direito”.
Lamentavelmente nem mesmo o tempo tem-se encarregado do amadurecimento do portador da “juizite” para inspirar-lhe confiança, sensatez, paciência e a cordial convivência com os advogados e as partes, dando-lhe a certeza de que é ele mesmo, nos limites fixados pela lei, quem, ao conduzir o processo, substitui a vontade das partes e decide, como se fosse o próprio Estado.
O Poder Judiciário, diferentemente dos dois outros poderes do Estado, na prestação de seus serviços, “é aquele que assegura direitos, aplaca dissídios, compõe interesses na diuturna aplicação da lei e de sua adaptação às mutáveis condições sociais, econômicas e políticas”. Exatamente por isso, é o poder que reclama de seus membros “serenidade e bravura, paciência e desassombro, humildade e altivez, independência e compreensão”.
De igual modo o advogado, na luta pelos interesses do seu cliente, deve se portar “como um guerreiro sem bravata” e não é por isso, senão, que também deve manter a sua independência em qualquer circunstância, não devendo ter receio de desagradar a qualquer autoridade, nem de incorrer em impopularidade, no exercício da profissão.
A “juizite” tem-se revelado num desserviço à magistratura.
O juiz vocacionado esquece o relógio e o afã em terminar rapidamente as audiências. Ouve as partes e as testemunhas com paciência. Faz prova bem feita, dispondo de elementos para uma decisão segura, com menos riscos de injustiças, além de não cercear os sagrados direitos das partes e dos seus procuradores, ainda que a sua carga seja pesada e tenha centenas de processos a despachar.
Na convivência diária com o juiz, o advogado deve conduzir-se profissionalmente nos limites da elegância, da cordialidade e da ética, mas não pode esperar tão somente pelo tempo, pela cura da “juizite”.
É preciso que o advogado combata tal “enfermidade”, sem receio de melindrar ou desagradar ao magistrado, desde que sua ação se enquadre nos limites estabelecidos pela lei estatutária, com altivez e serenidade, de modo firme e respeitoso.
A vocação do advogado é combater, é lutar, é opor-se, é apaixonar-se pela paixão alheia, é ter alma de guerreiro, ainda que às vezes não seja nem mesmo compreendido por aqueles que fazem justiça!
Nossa ação deve se desenvolver no campo da utilização dos “remédios jurídicos” postos à nossa disposição: a representação correicional, a denúncia pública do seu comportamento atentatório à própria magistratura, o protesto por cerceamento de defesa, a interposição de recursos, o requerimento de mandados de segurança.
Nossa omissão seria estímulo a um “processo epidêmico” que poderia atingir toda a magistratura brasileira, em razão da “contaminação pelo exemplo”.
SAUL QUADROS FILHO é advogado, professor de Direito Constitucional e Direito do Trabalho da UCSal e Presidente da OAB/BA.
sábado, 2 de abril de 2011
#mobilizauesb (Postado no Blog http://mobilizauesb.blogspot.com)

"No dia 29 de março de 2011, nós, estudantes de diversos cursos da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, fomos às ruas para mostrar nossa indignação com a situação em que se encontra a universidade pública. Fizemos manifestações durante todo o dia, paralisando as atividades acadêmicas da universidade em todos os turnos e marchando pela avenida Olívia Flores, além de realizarmos assembleias para decidir os rumos da nossa organização. A manifestação contou com a participação de mais de 300 estudantes. Os estudantes dos campi de Itapetinga e Jequié também estão mobilizados e paralisaram a universidade nesse mesmo dia. Além da nossa pauta histórica por assistência estudantil e por melhores condições estruturais e administrativas na universidade, reivindicamos contra a atual política educacional do Governo do Estado.
- Pela revogação imediata do decreto 12.583/11
- Contra o aumento da tarifa de ônibus e pela melhoria dos serviços de transporte
- Contra os preços abusivos e a comida de má qualidade das lanchonetes e do restaurante universitário
- Por melhores condições na residência estudantil e pela reformulação, com participação dos estudantes, do seu edital que, por excesso de burocracia, impede o acesso aos estudantes
- Pelo pagamento em dia das bolsas de auxílio, monitoria, pesquisa e extensão
- Pela transparência acerca da administração do orçamento da universidade
- Pela criação e manutenção de projetos de pesquisa e extensão
- Pela construção de salas de aula e laboratórios que atendam à demanda estudantil
- Pela regularização do quadro de professores (atualmente faltam 46 professores) e contratação de mais docentes
- Pela diminuição do preço abusivo da xerox
- Por melhores condições de acessibilidade e de infra-estrutura para os estudantes portadores de necessidades especiais
- Pelo aumento imediato do número de livros da biblioteca
Postado por Manifesto Estudantil
http://mobilizauesb.blogspot.com/2011/03/nota-dos-estudantes-da-uesb.html
quinta-feira, 24 de março de 2011
A bicicleta e o abraço.
Essas eram as condições em que, na última quarta-feira, presenciei uma das cenas mais tocantes da minha vida:
Em uma bicicleta, um homem se equilibrava guiando apenas com a mão esquerda, enquanto a direita segurava um pacote que se agarrava a ele com todas as suas forças.
O homem de camisa regata, enquanto o "pacote", uma criança, com um casaco verde que, visivelmente, era demasiado grande para ela (o que me faz inferir que era do senhor). Uma cena comum, talvez.
Estava bastante frio, e consegui perceber o medo nos olhos da criança.
Ela disse: "Papai, ta frio. Eu vou cair, segura!"
Ao que respondeu: "Já vamos chegar em casa, confia em papai, que papai te ama."
Tá, pode parecer besteira. Mas, para mim, foi a cena mais bonita de proteção e amor paterno que já presenciei. Foi o momento em que mais quis estar do lado do meu pai, e dar-lhe um abraço daqueles de quebrar costelas.
Parei e segui com os olhos aquela dupla, que, na inércia, seguiu e desapareceu em meio ao nevoeiro.
Uma daquelas cenas da vida real que parecem artificiais quando vistas no cinema.
Sorri.
Segui.
sábado, 19 de março de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
Uuuhh!
"I've had the time of my lifeAnd I never felt this way before
And I swear, this is true
And I owe it all to you.
Dirty bit!"
Foi Maravilh-Wonderfull. Salvador justifica a dama que tem. Os baianos mostram porque "We are Carnaval".
'Épico'. É como defino a festa, o tapete e o bom jogo ao lado de um ídolo (O Capitão).
e ter uma mínima idéia do que estava por vir...
Durante o dia, vagando pelas ladeiras do Pelô,
estávamos buscando aquela que confeccionaria o turbante.
Isto feito, colares posicionados... era hora de partir.
Apesar de merecer, não quero dar destaque à festa em si, mas à maior razão de ser tão indescritível a sensação.
Era o primeiro jogo ao lado do Capitão. Primeiro grande evento em que tinhamos condições de jogar juntos, e marcação nenhuma pôde impedir.
Em primeiro momento, me senti meio preso... Mais observava do que, efetivamente, participava da festa. Agia como um espectador, atônito em frente ao jogo do verdadeiro Mestre.
Todas as espectativas estavam voltadas para o garoto da base, mas limitava-me a observar o mentor.
E é sempre muito bom quando chega o segundo jogo. O nervosísmo passou, e o sujeito começa a se soltar, jogar junto, trocar passes e até arriscar uma grande jogada individual... As vezes não dá. As vezes, marca-se um gol de placa!!
Foi uma das sensações mais impressionantes que se tem notícia.
Algo fora do cumum. Homérico, diria eu.
O último jogo, por sua vez, é aquele em que o ídolo faz a sua parte e pede pra sair, deixando o time desfalcado de capitão, mas com uma energia renovada. Era hora de andar sozinho, e, com foco, olhar para o gol. No final da noite, Missão cumprida.
Missão cumprida, alias, para o capitão também. Basta lembrar do Desafio Skol, e verás que este levou a sério e fez deste Carnaval absolutamente inesquecível. Inolvidável.
Obrigado e Parabéns, Capitão. Missão, com louvor, Cumprida.
P.S.: Normalmente leio e ajusto o texto. Com este foi diferente. Da forma que foi primeiramente escrita, foi postado. No Backspace.
A idéia é justamente passar a primeira idéia que vem a mente quando se pensa no objeto do texto. ok?
Beijos na tireóide.
